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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A família-de-Santo


A família-de-Santo


Quando os negros africanos foram levados para o Brasil, para viverem como escravos nas fazendas dos senhores brancos, foram privados, não só da sua liberdade, mas também das suas raízes familiares, culturais e religiosas. A luta pela sobrevivência numa terra estranha, aliada à falta dos laços familiares e à necessidade de preservar a sua cultura, levou à integração de negros oriundos de diferentes etnias e regiões da África e, consequentemente, à fusão de culturas e cultos religiosos. Nasciam assim nas senzalas os primeiros cultos afro-brasileiros e com eles o conceito de família-de-Santo – a recriação da família perdida, tão importante para a conservação dos costumes e valores das culturas africanas.

A Umbanda herdou da sua raiz africana este conceito de família e é fundamental que todos os filhos-de-Santo compreendam a importância do mesmo. Para que uma corrente mediúnica possa realizar com sucesso a missão que lhe foi confiada pelos Orixás, é necessário que existam, entre os seus elementos, sentimentos de amor, união e fraternidade. É essencial que todos se respeitem, sejam verdadeiros e honestos e sejam capazes de estender a mão ao irmão que está mais fraco e necessita de auxílio. Como diz o ditado, “a união faz a força”! Por isso, se todos zelarem pela união da corrente, dificilmente surgirão elos fracos por onde ela se possa quebrar.

Mas a família-de-Santo não é apenas importante dentro do Templo de Umbanda. Aos olhos dos Orixás somos todos irmãos e só uma família na qual vibrem sentimentos de amor e união, poderá reflectir, tanto dentro como para fora do Templo, os ensinamentos dos Guias espirituais e do nosso amado mestre Jesus.

Que Oxalá abençoe a todos e à nossa amada Umbanda! B.C.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lenda de OGUM


<!--[if !vml]-->OGUM ENSINA AOS HOMENS AS ARTES DA AGRICULTURA

Ogum andava aborrecido no Orum (céu), queria voltar ao Aiê (terra) e ensinar aos homens tudo aquilo que aprendera.

Mas ele desejava ser ainda mais forte e poderoso, para ser por todos admirado por sua autoridade.

Foi consultar Ifá, que lhe recomendou um ebó para abrir os caminhos.

Ogum providenciou tudo antes de descer ao Aiê.

Veio ao Aiê e aqui fez o pretendido.

Em pouco tempo foi reconhecido por seus feitos.

Cultivou a terra e plantou, fazendo com que dela o milho e o inhame brotassem em abundância.

Ogum ensinou aos homens a produção do alimento, dando-lhes o segredo da colheita, tornando-se assim o patrono da agricultura.

Ensinou a caçar e a forjar o ferro.

Por tudo isso foi aclamado rei de Irê, o Onirê.

Ogum é aquele a quem pertence tudo de criativo no mundo, aquele que tem uma casa onde todos podem entrar.

[Lenda do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi]

A leitura e análise desta lenda permite-nos compreender o que o Orixá Ogum representa: é a energia presente no homem que, com coragem e determinação, desbrava a terra seca e árida e a transforma em terra fértil, pronta para receber as sementes donde nascerá, como refere a lenda, o milho, o inhame que alimentará os povos; é a força bruta que se transforma, que inova, que cria. É a energia que emana do arado usado para cultivar a terra, das ferramentas agrícolas, das armas usadas para caçar, para combater e vencer batalhas, feitas do ferro, metal onde a energia de Ogum também está presente. É o Orixá guerreiro por excelência, é a força que garante que a ordem seja cumprida;é o Orixá que abre os caminhos, nos ajudando a lutar contra os obstáculos e a evoluir; é a energia que nunca pára, tal qual o sangue que corre em nosso corpo, tal qual a vida! Essa é a força de Ogum!

M.N.

Lendas dos Orixás

Vamos criar aqui um espaço onde vamos postar as Lendas dos nossos queridos Orixás .

Às lendas vamos ainda acrescentar a visão da A.T.U.P.O sobre as mesmas e os seus significados para que possámos compreender muitas das parábolas da Mitologia Umbandista

Axé

F. Henrique

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sentir Umbanda





Saudações Irmãos de Fé,

Gostaria de lembrar que os Orixas devem ser homenageados em todos os dias de nossas vidas, não apenas como Divindades da Umbanda, mas cultuados em nosso Ser, fazer com que realmente cada Orixa faça parte de nós.


Então eu diria que temos que Ser: Como Exu, e levar aos Orixás, os pedidos do Homem e trazermos ao Homem o merecimento de seu pedido, ou o caminho para ser alcançado.


A força de Ogum para nunca desistirmos do que acreditamos;


Amarmos a todos verdadeiramente como Oxum mostra em alguns mitos;


Sermos como Oxoce, o eterno caçador que busca dentro e fora de seus dominios;


Justos com tudo e todos, mesmo que a verdade nem sempre esteja do lado que gostaríamos, assim ensina Pai Xango;


Lembrarmos que Iemanja, é Mãe que dá a vida, cuida, que educa e que prapara-nos para vencer;


A Cura de Obaluaie está tambem em refletirmos sobre nossas imperfeições, e tentarmos curar algumas feridas e doenças como: Egoísmo, medo, falsidade, mentira e tantas outras;


Devemos acreditar que somos capazes, e ter Fé em Oxala de que tudo é possível, e que o limite é aquele em que acreditamos, e como consequencia até onde chegamos...


E aonde queremos chegar?


Que Oxala vos abençoe,


Pai Claudio de Oxala
A.T.U.P.O