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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Guardião Gato Preto... Exú é mojubá!

Para o Guardião Gato Preto, Guerreiro, Mestre, Amigo!

Envolto na penumbra da noite,
Chega firme como um guerreiro!
Solta uma forte gargalhada,
Que ecoa pelo terreiro!
Vem em nome do Coroado!
Ele traz uma missão:
Ajudar a humanidade
A aceitar a verdade do coração!
Conhece o poder da alma humana
E mostra-o não só com magia
Mas pelo poder das palavras
Sempre com arte e mestria!
Para vencer qualquer demanda,
Para ajudar um amigo,
Ele desce até ao inferno,
Enfrenta qualquer perigo!
Sete vidas tem um gato,
Sete forças tem a Umbanda
Sete vezes sete são seus mistérios
Ou os caminhos por onde anda!
O seu nome é S.Gato Preto!
Aparece a qualquer hora, em qualquer lugar!
Porque na vida tudo é possível,
Só basta a gente acreditar!





Mary Nogueira

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A UMBANDA É BRASILEIRA...


A UMBANDA É BRASILEIRA ?!?!?!?!?!?!?!

Sim e ponto final.

A Umbanda nasceu no Brasil com local e hora marcada, mas hoje a Umbanda não é SÓ brasileira!

A Umbanda cada vez mais salta muros e barreiras, quebra tabus e atravessa fronteiras e torna-se de facto uma religião do mundo. A Umbanda, e fazendo uma analogia com a botânica, é como uma grande árvore, vamos ver: para se “criar” uma árvore, o que precisamos? SEMENTES, TERRA e ÁGUA… Na Umbanda, foi da mesma maneira: podemos chamar SEMENTES à sua raiz africana; podemos intitular de TERRA a ascendência indígena, dos índios até ai selvagens e de ÁGUA a parte dos precursores europeus que lhe deram forma, vida. Nesta adição de elementos, não adianta tirar ou substituir nenhum dos elementos, porque caso contrário, o resultado nunca seria o mesmo, experimentem!

A Umbanda é assim mesmo: é fusão, é assimilação, é miscigenação, é a busca do melhor que temos em nós, sem olhar à cor, raça, credo ou estrato social, tudo em prol de um BEM MAIOR, de IGUALDADE, num mundo cada vez mais assimétrico; do AMOR, num mundo cada vez mais egoísta; e da FÉ redentora, que por vezes, se rende à vaidade e ao dinheiro.

A planta germinou e, no meio de muitas outras que também estavam ali para vingar, começou a tomar corpo. Os tempos nem sempre foram favoráveis, porque períodos houve em que os terreiros eram cadastrados na sede da polícia local, bem ao lado de qualquer prostíbulo e muitas vezes perseguidos pelos residentes menos informados acerca da religiosidade ali praticada. Mas são estas dificuldades que nos fazem crescer cada vez mais e melhor.

A Umbanda cresceu, fez-se adulta e assim espalhou as suas raízes por todo o Brasil, chegando a todos os cantos onde há terra para viver. Já adulta, e na sua maturidade quase centenária, chegaram os ventos da propagação, foram ventos que chegaram, fruto da difusão do povo brasileiro num mundo cada vez mais pequeno e também de uma globalização à escala planetária, quase inevitável.

Hoje, essa árvore adulta e com os ventos a favor espalha por todo o mundo todas essas sementes que saíram dela própria, sementes essas que, por seu lado, já começam a germinar e algumas a formar corpo também.

Cruzando os imensos charcos que ladeiam a América, as sementes chegaram mesmo a outros continentes. Curiosamente, é em terras africanas que as sementes mais têm encontrado relutância em proliferar, mas, se já vi um grupo de Capoeira em plena capital senegalesa e praticada por habitantes locais, quer dizer que … quem sabe um dia destes… . Mesmo porque já vimos entidades da Umbanda a pisar as terras vermelhas australianas, já ouvimos o som dos atabaques no continente asiático, mais propriamente em solo nipónico. Na América do Norte, os índios de peles vermelhas já dão lugar aos da Amazónia através dos nossos Caboclos e no velho Continente, nessa panóplia de culturas e raças, encontramos o Axé espalhado por países culturalmente tão díspares como Portugal e Áustria, Espanha e Holanda, Inglaterra e Suíça, Alemanha e Escócia ou ainda, como França ou Suécia.

Hoje, de facto, a Umbanda é brasileira, mas só mesmo porque nasceu lá. Porque cada vez mais está a crescer e cada vez mais é uma Religião do MUNDO!


A.T.U.P.O. - Fernando Henrique